sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Insónias

As noites fazem-se longas, as insónias companheiras inseparáveis nestes últimos dias. O cansaço começa a ser grande e esgotante, a paciência já é pouca. 
Nada ajuda.
As horas vão passando e as séries devoram-se uma a uma, episódio por episódio. As dores de cabeça tornam-se fortes, exaustivas.
E assim me vou cansando. Cansando e fartando de tudo um pouco, das insónias, das dores de cabeça, do mau-humor, do inesperado que cada vez mais começa a ser esperado.
Definitivamente não são as férias que esperava. Esperava mais praia, mais tempo para aproveitar o calor, e a companhia de quem gosto. Mas nada é assim, os dias tornam-se longos, horas intermináveis, apenas na companhia de amigos. 
Noutros tempos, as idas até uma esplanada na praia eram frequentes, as idas à praia ou as noites quentes de verão faziam-se acompanhar mais do que apenas pelos amigos.
Nem sempre tudo é como desejamos.

Já diz aquela frase: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"

Até que um dia as vontades serão opostas

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Já me tinham contado muitas estórias, contos de pura ficção. As personagens utilizadas são sempre fictícias, sempre com o “se”…”se isto acontecesse…”, “se aquilo…”, “se…se”. É fácil fazer suposições, é fácil inventar estórias de histórias. É fácil fazer das nossas histórias de outros.
Sempre ouvi dizer que “onde há fumo há fogo”, sempre fui apologista dessa frase, mas nem sempre a realidade é assim, nem sempre existe uma verdade na “ficção”. Mas a verdade é que desde pequena ouvi dizer que as estórias de criança, os contos que me falavam na infância e que muitos sei-os bem ainda hoje, têm sempre um pequeno ponto de verdade, isto é, a têm a sua veracidade.
Para ninguém é agradável saber que alguém  descobriu a verdade nas estórias que se contam, por muito que se tente esconder as pontas soltas que ficaram, existe sempre algo que fica esquecido. Bastam alguns minutos de atraso, ou alguns momentos atentos para se descobrir os pontos esquecidos. Pode-se sempre jurar que é uma estória e não história, mas a verdade chega sempre, e muitas vezes antes de se apagar as pontas soltas. Assim sendo o que se nega ser verdade é mesmo verdade.
Sempre fui daquelas pessoas que procura o duplo significado nas histórias, nas estórias, nos momentos ou acontecimentos, para alguns não é uma boa característica, mas para mim é das melhores que posso ter, não nego que sou desconfiada por natureza, gosto de perceber mais do que é dito, o que por vezes é bom  outras nem tanto. E assim se vai descobrindo que as estórias negadas histórias, afinal são histórias…
e a mentira afinal é verdade
Diz-se: "minutos de atraso que revelam verdades"

terça-feira, 19 de julho de 2011

Chega de más interpretações, de erros por frases insignificantes. Quando se escreve não se consegue demonstrar tudo aquilo que a comunicação não verbal permite transmitir, não se transmite o tom que a voz teria, não se consegue se demonstrar qual o olhar. As palavras têm muita força, mas apenas escritas cada um dá-lhes a conotação que quer e não a real conotação. É por causa de isto que erros acontecem, que problemas se desenrolam, por palavras mal interpretadas. Eu tenho muitas vez, o dom de interpretar mal o que me escrevem, por vezes até o que me dizem, e tenho acima de tudo, a capacidade de levar os outros a interpretar mal o que escrevi, quando escrevo (porque se calhar não é o momento mais oportuno para uma frase mais sarcástica à qual achei piada, mas não tem piada) e até quando falo. Sim, muitas vezes sou boa com palavras, outras nem por isso (creio que depende dos dias, depende do humor).
Mas estou cansada de erros de interpretação, aliás não quero mais erros de interpretação.
Já perdi amigos por erros de interpretação, outros estão na corda bamba (uns dias a descair para um lado, outros dias para o outro). Já perdi amigos que nunca pensei perder, e são feridas que o tempo demora a curar, talvez por isso exista sempre aquela característica de ser mais "fria" com os outros, o que não é bom, até porque é mais facil afastá-los assim e causar mais erros, do que se fosse uma versão carinhosa para todos. Se hoje sou mais carinhosa, menos fria do que já fui, devo-o a ti, tu sabes e eu sei-o bem. Foste tu que me ajudaste nesse e em muitos outros aspectos, e por isso devo-te muito, mas acima de tudo, devo-te o fim de erros de interpretação.
Hoje, tudo o que tenho a dizer pode soar a algo repetitivo, mas às vezes é necessário. Não nos conhecemos apenas há alguns dias, já partilhamos muito, alegrias e tristezas, mas sempre estiveste lá para mim e eu para ti. Sei que quando preciso é contigo que posso contar, sei que é aquele abraço que me dás que me conforta. Nem sempre somos amigáveis um com o outro, mas sempre lidamos com as situações, mas acima de tudo, o que sempre nos uniu não foi só um grande amor mas também uma grande amizade.
Podemos nem sempre concordar em tudo, mas há algo que eu sei muito bem e é que eu

AMO-TE

Foste tu que mudaste a minha vida, que ajudaste a ser quem sou hoje e é contigo que eu gosto de partilhar as coisas.

por isso sem mais erros de interpretação por favor
és a parte importante da minha vida
Amo-te [inf.mt]

e assim se vai matando um amor aos poucos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

.42.

Pode-se dizer que são 42 ou 3.5...é ao gosto de cada um.







E por fim, a questão de hoje é porque é que ainda faço planos a dois...
Um dia a relembrar, sem dúvida!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

E como sempre a vida dá voltas e voltas, as coisas impensáveis tornam-se reais e o mais básico e mais comum torna-se irreal. Momentos simples que são cada vez mais escassos e raros, momentos de bem-estar e até simples conversas tornam-se longínquas. 
As noites, como tantas outras vezes, são mal dormidas, não pelos motivos que me faço acreditar e deixo que acreditem, no fundo sei bem a real razão, sei o que me tira o sono, o que me faz ver horas intermináveis de séries para não pensar. Sei, mas não quero pensar nisso, talvez seja uma forma de fugir, mas é a minha forma de lidar com isso.
Sei que muitas vezes é o meu jeito de ser, outras digo tudo (até mais do que devia) e noutras alturas deixo as conversas a meio, não falo mais, não peço justificações, pois no fundo sei que a minha posição não seria compreendida.
A vida já me pregou muitas partidas, há quem diga que já sofri muito para alguém tão jovem, há quem diga que ainda vou sofrer mais, que a vida é assim mesmo, tanto nos dá alegrias como tristezas, mas se até hoje sempre tive força e coragem para nos momentos maus erguer a cabeça e me levantar para seguir em frente, não seria agora que as coisas mudariam...que apesar de frágil, sou forte o suficiente. 
Tenho a perfeita noção de que não sou fácil, mas os outros também não o são...e no fundo, ninguém gosta de uma personalidade fácil, tenho os meus defeitos e virtudes, sei-os bem quais são e se por vezes peço mais aos outros não é num sentido negativo, mas apenas porque sei que o podem dar...
Como costumo dizer já bati muitas vezes com "a cabeça na parede" e já aprendi muito à custa disso, mas como todos na vida, às vezes é preciso bater com a cabeça na parede mais que uma vez para tirar algum significado disso...eu bati com a cabeça na parede mas não sei se aprendi!

para mim não pedia muito, um dia calmo, uma tarde à beira-mar numa esplanada (como tantas outras vezes)

às vezes é tão simples, apenas não preciso de me sentir magoada

e no fim, sou eu que me magoo a mim mesma
porque insisto nas coisas, por querer que os 
outros compreendam(aquilo que não dou a conhecer)