Já me tinham contado muitas estórias, contos de pura ficção. As personagens utilizadas são sempre fictícias, sempre com o “se”…”se isto acontecesse…”, “se aquilo…”, “se…se”. É fácil fazer suposições, é fácil inventar estórias de histórias. É fácil fazer das nossas histórias de outros.
Sempre ouvi dizer que “onde há fumo há fogo”, sempre fui apologista dessa frase, mas nem sempre a realidade é assim, nem sempre existe uma verdade na “ficção”. Mas a verdade é que desde pequena ouvi dizer que as estórias de criança, os contos que me falavam na infância e que muitos sei-os bem ainda hoje, têm sempre um pequeno ponto de verdade, isto é, a têm a sua veracidade.
Para ninguém é agradável saber que alguém descobriu a verdade nas estórias que se contam, por muito que se tente esconder as pontas soltas que ficaram, existe sempre algo que fica esquecido. Bastam alguns minutos de atraso, ou alguns momentos atentos para se descobrir os pontos esquecidos. Pode-se sempre jurar que é uma estória e não história, mas a verdade chega sempre, e muitas vezes antes de se apagar as pontas soltas. Assim sendo o que se nega ser verdade é mesmo verdade.
Sempre fui daquelas pessoas que procura o duplo significado nas histórias, nas estórias, nos momentos ou acontecimentos, para alguns não é uma boa característica, mas para mim é das melhores que posso ter, não nego que sou desconfiada por natureza, gosto de perceber mais do que é dito, o que por vezes é bom outras nem tanto. E assim se vai descobrindo que as estórias negadas histórias, afinal são histórias…
e a mentira afinal é verdade
Diz-se: "minutos de atraso que revelam verdades"
Diz-se: "minutos de atraso que revelam verdades"
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