E como sempre a vida dá voltas e voltas, as coisas impensáveis tornam-se reais e o mais básico e mais comum torna-se irreal. Momentos simples que são cada vez mais escassos e raros, momentos de bem-estar e até simples conversas tornam-se longínquas.
As noites, como tantas outras vezes, são mal dormidas, não pelos motivos que me faço acreditar e deixo que acreditem, no fundo sei bem a real razão, sei o que me tira o sono, o que me faz ver horas intermináveis de séries para não pensar. Sei, mas não quero pensar nisso, talvez seja uma forma de fugir, mas é a minha forma de lidar com isso.
Sei que muitas vezes é o meu jeito de ser, outras digo tudo (até mais do que devia) e noutras alturas deixo as conversas a meio, não falo mais, não peço justificações, pois no fundo sei que a minha posição não seria compreendida.
A vida já me pregou muitas partidas, há quem diga que já sofri muito para alguém tão jovem, há quem diga que ainda vou sofrer mais, que a vida é assim mesmo, tanto nos dá alegrias como tristezas, mas se até hoje sempre tive força e coragem para nos momentos maus erguer a cabeça e me levantar para seguir em frente, não seria agora que as coisas mudariam...que apesar de frágil, sou forte o suficiente.
Tenho a perfeita noção de que não sou fácil, mas os outros também não o são...e no fundo, ninguém gosta de uma personalidade fácil, tenho os meus defeitos e virtudes, sei-os bem quais são e se por vezes peço mais aos outros não é num sentido negativo, mas apenas porque sei que o podem dar...
Como costumo dizer já bati muitas vezes com "a cabeça na parede" e já aprendi muito à custa disso, mas como todos na vida, às vezes é preciso bater com a cabeça na parede mais que uma vez para tirar algum significado disso...eu bati com a cabeça na parede mas não sei se aprendi!
para mim não pedia muito, um dia calmo, uma tarde à beira-mar numa esplanada (como tantas outras vezes)
às vezes é tão simples, apenas não preciso de me sentir magoada
e no fim, sou eu que me magoo a mim mesma
porque insisto nas coisas, por querer que os
outros compreendam(aquilo que não dou a conhecer)
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