sábado, 22 de setembro de 2007

ainda à pouco adormecemos...















Acordei em sobressalto depois daquele pesadelo em que a morte se desenhava a minha frente. Com as lágrimas a escorrerem-me pela face tentei reflectir que não passava disso mesmo, um sonho, um pesadelo. Mas as mãos continuam a tremer e a cabeça prestes a explodir. Não consigo ficar quieta, sento-me e volto-me a levantar. Corro todos os cantos da casa a tua procura, mas não estás aqui. Eu sei que não estás aqui e mesmo assim continuo a procurar-te. Sento-me e novamente me levanto. Olho para ecrã do telemóvel, ainda não disseste nada. Mas também é cedo, de certeza que ainda não acordaste [ainda à pouco te foste deitar]. Sinto um aperto bem forte, juro que aquele sonho me deixou inquieta. Espero? Não espero? Ligo-te? Ou não?
A cabeça anda as voltas com isto, a ansiedade torna-se maior e aquele aperto mais forte. Não te quero acordar. Sei que está tudo bem, deve ter sido só o maldito do telemóvel que parou no tempo.







~mais umas horas e o coração sossega...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

por fim não foste














[dizem que os portugueses são mesmo assim, têm a tendência de sofrer por antecedência, eu sei que pelo menos eu sou assim, numa mania de me fechar naquela bolha de segurança e ficar a sofrer por antecedência, mesmo que seja de saudades]





o dia amanheceu ja tarde com o coração em nó, numa troca de mensagens em que se exigia uma hora. era o pensar de mais uma despedida e a falta de vontade para fazer as perguntas necessárias. enquanto o sangue fervilhava em cada artéria e veia percorrida, o coração desejava saltar para fora o peito, na certeza que as horas seriam poucas e os minutos contados um a um. a noite caiu com um entrelaçar de mãos num inicio de "battle of tribes " num "blasted empire". um "sun goes down" que um uníssono afirmava o calor da noite. quase duas horas depois, karkov e o retorno à realidade inquietante. o aperto era maior que nunca numa saudade por antecedência. um sorriso e a inevitavel pergunta com a resposta mais surpreendente. sem palavras, bastou o abraço em que me fazes sentir segura.








~ a cada momento partilhado as certezas são maiores..

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

o primeiro





o tempo perdeu-se em ti e eu deixei-me ir com ele. a seis daquele mês.




entraste pela porta como se já tudo fosse teu, de sorriso nos lábios e maço de tabaco no bolso. sentaste-te no sofa como se sempre ali tivesses estado. puxaste de um cigarro e começaste a andar pela casa.
como se o mundo fosse só aquele, deitaste-te na cama e abraçaste-me. enquanto os corpos de entrelaçavam com toques suaves e arrepios de espinha. um beijo e outro a seguir. os poros abriam-se à medida que os dedos percorriam os corpos, e as palavras perdiam-se naquele
mundo.
suavemente assim nos eternizamos



a vontade era de gritar o que é ser feliz, mas as palavras perdem-se no caminho do coração até a boca, e nem no papel, que sempre foi um aliado, se sabem mostrar. apesar de muitas, são poucas e nao conseguem quantificar o que está no coração.






hoje o sorriso dos lábios e o toque das mãos tentam esconder o que os olhos e o coração querem gritar.








pouco mais de 48h, numa contagem que se diz decrescente...ainda não te foste e o coração já aperta...