
Deixei-me perder nos teus braços e levar-me por ti. Pela tua voz, pelas tuas mãos nas minhas. Deixei-me perder nos teus abraços, nas carícias do teu toque e no suave sabor dos teus lábios. E de repente o tempo voltou atrás, às noites e aquele beijo, aos cinemas e aos dias perdidos por aquelas ruas, por aqueles lugares e a cada momento vivido até hoje.
Sem segredos, sempre soubeste o quanto era difícil deixar alguém entrar no “meu” espaço. Mas a vida surpreende-nos e as conversas que começaram por ser uma brincadeira foram-se tornando mais sérias e intensas, mais necessárias e essenciais. Era o sorriso que ficava com aquela mensagem de boa noite ou aquele bom dia e quando me apercebi já não fazia sentido não ter noticias tuas durante o dia. Aos poucos foste entrando e ocupando parte daquele espaço que eu tinha fechado a sete chaves, onde as barreiras eram tão altas e grossas que achava impossível alguém desmoroná-las. O passado tinha-me tornado assim, distante e “fria” para quem tentasse ruir com os meus muros.
O presente, apesar de aluada tornou-me mais presente, mais calma e serena. Mas acima de tudo ensinaste-me a não ter medo de mostrar os meus sentimentos, e na reciprocidade que existe quando há um “nós”.
Hoje sabes que me fazes falta a cada dia que passa, que sinto falta daquele abraço, que não te sei explicar o quanto me custa cada despedida, nem como dizer o que sinto a cada momento antes de me reencontrar contigo.
Hoje quero-te muito mais que ontem, quero o sorriso, o olhar, o toque.
~ Amo-te

