quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

.tu.




Um suave beijo e aquele sorriso que me faz esquecer o resto do mundo. O sorriso que me faz sorrir e me acalma o coração. O sorriso que me intensifica o brilho nos olhos. O teu sorriso. O teu olhar, que quando terno e suave desmorona qualquer barreira que exista. Ontem, por breves momentos, pois a data assim obrigou, deste-me novamente esse sorriso e esse olhar que tanto amo e por onde me perco.

Deixei-me perder nos teus braços e levar-me por ti. Pela tua voz, pelas tuas mãos nas minhas. Deixei-me perder nos teus abraços, nas carícias do teu toque e no suave sabor dos teus lábios. E de repente o tempo voltou atrás, às noites e aquele beijo, aos cinemas e aos dias perdidos por aquelas ruas, por aqueles lugares e a cada momento vivido até hoje.

Sem segredos, sempre soubeste o quanto era difícil deixar alguém entrar no “meu” espaço. Mas a vida surpreende-nos e as conversas que começaram por ser uma brincadeira foram-se tornando mais sérias e intensas, mais necessárias e essenciais. Era o sorriso que ficava com aquela mensagem de boa noite ou aquele bom dia e quando me apercebi já não fazia sentido não ter noticias tuas durante o dia. Aos poucos foste entrando e ocupando parte daquele espaço que eu tinha fechado a sete chaves, onde as barreiras eram tão altas e grossas que achava impossível alguém desmoroná-las. O passado tinha-me tornado assim, distante e “fria” para quem tentasse ruir com os meus muros.
O presente, apesar de aluada tornou-me mais presente, mais calma e serena. Mas acima de tudo ensinaste-me a não ter medo de mostrar os meus sentimentos, e na reciprocidade que existe quando há um “nós”.
Hoje sabes que me fazes falta a cada dia que passa, que sinto falta daquele abraço, que não te sei explicar o quanto me custa cada despedida, nem como dizer o que sinto a cada momento antes de me reencontrar contigo.
Hoje quero-te muito mais que ontem, quero o sorriso, o olhar, o toque.


~ Amo-te

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Corda Bamba


Apenas mais uma entre outras tantas ultimamente. O corpo está cansado e a mente desgastada. As palavras calam-se para não magoar mais, os gestos e os olhares queimam de tanto ferir. Resta aquele nó impossível de desatar, onde o sangue é bombeado a uma velocidade incrível. Nota-se aquele acelerado bater do coração que persiste nos últimos dias. Não acalma, não abranda. Acelera e aperta um pouco mais.

Já não olhas, as palavras tomaram o lugar, e como magoam. Uma a uma ferem como se a vontade fosse apenas essa.

As pernas começam a fraquejar e ali estou no cimo daquele trapézio, onde cada palavra fere um musculo do meu corpo. Já não tentas suavizar, enquanto o coração acelera mais e o corpo vai-se precipitando para a queda do trapézio.

Já não sinto ninguém à minha volta, onde a dor não sai da mente e aperta mais o coração. Já não sei porque subi no trapézio, nem porque já no fim o corpo teima em fraquejar.



~ onde a queda se aproxima

~ onde a decisão não é exclusiva


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Apenas porque te sei de cor



"Sei de cor
cada traço
do teu rosto
do teu olhar.
Cada Sombra
da tua voz.
E cada silêncio
cada gesto que tu faças
Meu amor sei-te de cor

Sei
Cada capricho teu
E o que não dizes
Ou preferes calar.
Deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei
Por que becos te escondes.
Sei ao pormenor
o teu melhor e o pior.
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Sei-te de cor

Sei
Cada capricho teu
E o que não dizes
Ou preferes calar.
Deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei de cor
cada traço
do teu rosto
do teu olhar.
Cada Sombra
da tua voz.
E cada silêncio
cada gesto que tu faças
Meu amor sei-te de cor"


Amo-te

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


O que mais quero é te dar um beijo
E o seu corpo acariciar
Você bem sabe que eu eu te desejo
Está escrito no meu olhar

O teu sorriso é um paraíso
Onde contigo eu queria estar
Ai quem me dera se eu fosse o céu
Você seria o meu luar

Eu te quero só pra mim,
Como as ondas são do mar,
Não dá pra viver assim,

Querer sem poder te tocar


Meu coração está radiante,

Bate feliz acho que é o amor,

Quando te vejo chego a sonhar,


Penso em você quase a todo instante,

Seu jeito meigo me apaixonou,

O que fazer pra te conquistar,


O que mais quero é te dar um beijo,

E o teu corpo acariciar,

Você nem sabe que eu te desejo,

Está escrito no meu olhar,


O teu sorriso é um paraíso,

Onde contigo eu queria estar,

A quem me dera se eu fosse o céu,
Você seria o meu luar


Eu te quero só pra mim,
Como as ondas são do mar,
Não da pra viver assim,
Querer sem poder te tocar.


pq a cada momento sem ti fica cada x mais dificil


AMO-TE

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

.momentos.


To see you when I wake up
Is a gift I didn't think could be real
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold utopian dream

You do something to me that I can't explain
So would I be out of line if I said
I miss you?

I see your picture
I smell your skin on the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days
But already I'm wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know that I care
And I miss you




.por hoje.

.por ti.

.pelo que és.

.pelo que sinto.

.por nós.


~ Amo-te

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

.little things.


Desenhava-se uma noite igual a tantas outras, num qualquer café, e agora o lugar de todos os “cafés”. Mas as vontades trocaram-se e a noite desenhou-se naquele lugar de sempre, onde conversas se tiveram, segredos foram partilhados e vontades satisfeitas. Aquele lugar onde rindo ou chorando, há sempre um sorriso e um “olá” para tornar tudo melhor.

As conversas pouco variavam e ao fim de umas horas esgotava-se o tempo, mas hoje não. Tudo estava diferente ou então era apenas o desejo de voltar ali. Havia um “boa noite” e um sorriso espalhado nas faces de todos. Foi uma noite de reencontros, de risos e sorriso, conversas e brincadeiras, e pelo meio, aquele velho amigo que o tempo levou, restando apenas a memória. Um olá simultâneo de um sorriso e um beijo na testa, sem mais palavras trocadas. O suficiente para que tudo ficasse melhor. Nunca foi preciso falar, bastava a troca de olhares e tudo era compreendido. Mas o tempo fez-nos perder isso, não falamos mais e no entanto sei que me conheces bem, que quando um não está bem, o outro também não. As memórias vão-se perdendo com o tempo, ficar a restar apenas aquelas lembranças numa caixa colocadas, resta apenas os pequenos gestos que ficam marcados no coração. O tempo pode levar os momentos passados, pode apagar as memórias, pode ter-nos levado para longe nas conversas, e até terminado com parte da ligação que havia, mas uma amizade, por poucas conversas que hajam, nunca acaba. Podemos não falar, nem sequer partilhar um café, mas há simples gestos que dizem tudo, e o olhar que transmite o que se sente.


~ Recomeça se puderes / Sem angústia e sem pressa / E os passos que deres / No caminho duro do futuro / Dá-os em liberdade / Enquanto não alcances não descanses / De nenhum fruto queiras só metade/ E, nunca saciado / Vai colhendo / Ilusões sucessivas no pomar / E vendo / Acordado / O logro da aventura /És homem, não te esqueças / Só é tua a loucura /Onde, com lucidez, te reconheças

~ Miguel Torga


sábado, 18 de outubro de 2008

not easy


Já não gosto de folhas em branco, e ali estavam elas a olhar para mim. Rasguei-as, uma a um, à medida que cada gota de chuva ia caindo. Chove, como já não chovia há muito tempo. Já não consigo escrever, já não gosto de escrever, não consigo passar para o papel o que a mente pensa, o que o coração sente. Já não consigo formar frases sem que tudo pareça vazio. A chuva não se cala, olho para o lado de fora da janela e vejo as árvores abanarem. Não gosto da chuva e simultaneamente adoro-a, faz-me pensar , e no entanto não gosto de pensar, não quero pensar, não quero encontrar respostas para as minhas perguntas. Quero sentar-me e relembrar. Quero lembrar quando tudo era tão diferente, quando os gestos sentiam-se, quando as palavras ouviam-se, quando escrevia. Gosto de 'reviver' na minha mente todos aqueles momentos, todos aqueles pedaços que se vão desfazendo aos poucos. Mais uma folha em branco a olhar para mim, rasgo-a, tal como fiz com as outras. O livro que lia continua na estante, parado numa página qualquer há tanto tempo, que lhe perdi a conta. As páginas que escrevia perderam-se no tempo, perderam-se em pedaços no vazio que existe, tal como as gotas de chuva se perdem no chão quando caem.

~ a escrita perdeu-se no vazio



Esperei-te no fim de um dia cansado/ À mesa do café de sempre/O fumo, o calor e o mesmo quadro/Na parede já azul poente/Alguém me sorri do balcão corrido/Alguém que me faz sentir/Que há lugares que são pequenos abrigos/Para onde podemos sempre fugir/ Da tarde tão fria há gente que chega/E toma um café apressado/E há os que entram com o olhar perdido/À procura do futuro no avesso do passado

Enquanto espero percorro os sinais/Do que fomos que ainda resiste/As marcas deixadas na alma e na pele/Do que foi feliz e do que foi triste

O meu corpo no chão/O livro que eu li/O silêncio e a pele, as palavras sentidas/Os vestígios de ti/ As revistas no chão/Os copos vazios/Vestígios do tempo, as palavras trocadas/O calor e o frio/ Cada gesto que abraça/E o filme que eu vi/O que fica marcado e nunca se afasta/Os vestígios de ti