sexta-feira, 20 de julho de 2007

quem te disse?

"Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento, assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade।
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada,Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada।
Assim tudo o que existe, simplesmente existe।
O resto é uma espécie de sono que temos, uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença।"
"Pouco me importa। Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa।"


[Alberto Caeiro]





Uma casa que pertencia a uma menina . Tinha uma porta muito grande, por onde um dia entrou alguém…alguém que permaneceu por muito tempo…e um dia saiu…saiu sem nada dizer…sem nunca mais voltar…A grande porta foi fechada…tão bem fechada que nunca mais abriu…todos os que tentaram abri-la acabaram por desistir.
Até que um dia,alguém tenta abrir a porta…mas ela não abria… ele não desistiu e procurou outra solução…rodeou a casa e viu uma janela…e por lá entrou…A casa por muito tempo esteve fechada no escuro…mas voltou-se a abrir e a ganhar cor…Ele interessou-se pela menina…mas Ela mostrava-se desinteressada… Ele continuava a insistir…e Ela começou a interessar-se por ele…Havia uma magia à volta deles…Parecia um mundo de fantasia… mas ele desinteressou-se…e Ela não entendeu…percorreu o mundo à procura da resposta, mas não a obteve…।desiludida…।adormeceu o interesse…e voltou à escuridão da casa…Ele voltou aparecer….a cativá-la…e Ela deixou-se ir nesse encanto….
mas उम् dia adormeceram…o sentimento adormeceu…a ilusão desapareceu….Talvez a magia que os envolvia tivesse acabado….Talvez apenas esteja adormecida।



[texto estupido, escrito a 3 de junho de 2006]



quem te disse a ti que eras importante?




nao.me apetece.escrver।

quando voltar faço-o.





quarta-feira, 11 de julho de 2007

Quando me agarraste na mão e me disseste que querias falar, parte de mim tremeu. Não por algo mais, mas apenas porque já não o fazíamos há algum tempo. Foi bom ali estar, ouvir e poder ser ouvida.
[rir, chorar, brincar e sorrir]
Soube bem. Fez bem. Uma noite diferente que acabou com aquele nó que existia no coração.




No fim, e já em casa…
Todas aquelas memórias de um outro tempo. Não de nós, não de ti.
Todas aquelas lembranças, todos aqueles textos escritos.
As lágrimas teimavam a cair a cada texto [re]lido. Uma a seguir à outra.
Caíam pelas lembranças daqueles momentos, dos gestos e tudo o resto, caíam da lembrança daquele sentimento puro que um dia existiu.
Pela recordação.


Por o que um dia fomos e que será sempre lembrado com um sorriso.

Pelo eu que hoje sou.


um sorriso maior

terça-feira, 10 de julho de 2007

sempre me perguntaram porque escrevia...acho que nem eu sei ao certo o motivo.
é uma ncessidade, aliás mais que uma necessidade . mais que um vicio . talvez apenas a vontade de me exprimir . usando palavras . e não as pronunciando . apenas deixando escrito numa qualquer folha de papel os pensamentos de mais 24 horas passadas .
se havia dias em que escrevia como forma de resgatar algo perdido . apenas numa tentativa de compreensão . em que as palavras saíam para o papel . aquelas as palavras que por vezes não mostravam quem era . as palavras que ditavam o que seria .

às vezes era um 'eu' escrevia, 'tu' lias, 'tu' escrevias, 'eu' lia .

mas para quê? pergunto-me eu .

era apenas uma forma de manter presente o que já não existia . uma forma de fazer sentir que 'estaria'/'estarias' lá . muitas vezes eram palavras não sentidas . palavras que apenas foram escritas para dar um alento ao 'momento' . palavras que tentavam explicar essa ausência . palavras que tentavam compreender essa presença . a inconstante presença de 'momentos' que teimavam em surgir .
se um dia escrevia p'ra mim, p'ra 'ti' ou até mesmo p'ra ninguém . palavras com ou sem sentido . se um dia enchia folhas com frases em que nao encontrava lógica numa unica linha escrita . nunca me importou .
hoje continuo a escrever . num qualquer sitio . num qualquer momento . para alguém ou p'ra ninguém . não me importa . escrevo . sem a necessidade de resgatar algo perdido .
escrevo quando as palavras me permitem . porque há momentos dificeis de expressar, porque por vezes não existem palavras suficientes p'ra descreve-los, p'ra descrever o que sentimos . momentos que escritos ou não numa folha de papel ficam marcados na minha memória . escrevo, mas não sei porquê . talvez porque me apetece . talvez porque nao gosto de folhas em branco . talvez porque gosto das palavras .

talvez não .