sábado, 22 de setembro de 2007

ainda à pouco adormecemos...















Acordei em sobressalto depois daquele pesadelo em que a morte se desenhava a minha frente. Com as lágrimas a escorrerem-me pela face tentei reflectir que não passava disso mesmo, um sonho, um pesadelo. Mas as mãos continuam a tremer e a cabeça prestes a explodir. Não consigo ficar quieta, sento-me e volto-me a levantar. Corro todos os cantos da casa a tua procura, mas não estás aqui. Eu sei que não estás aqui e mesmo assim continuo a procurar-te. Sento-me e novamente me levanto. Olho para ecrã do telemóvel, ainda não disseste nada. Mas também é cedo, de certeza que ainda não acordaste [ainda à pouco te foste deitar]. Sinto um aperto bem forte, juro que aquele sonho me deixou inquieta. Espero? Não espero? Ligo-te? Ou não?
A cabeça anda as voltas com isto, a ansiedade torna-se maior e aquele aperto mais forte. Não te quero acordar. Sei que está tudo bem, deve ter sido só o maldito do telemóvel que parou no tempo.







~mais umas horas e o coração sossega...

3 comentários:

Clara Mafalda disse...

é o que acontece quando estamos apaixonados! tudo pára. menos o coração que se deixa acelerar desenfriadamente até o corpo agilizar o que inquieta cá dentro.
é o que acontece sempre...
quando estamos apaixonados x')

beijo best.a

.diana.alves. disse...

A maior dificuldade que a noite nos pode trazer é aquela que encerra a falta de distinção entre o sonho e a realidade. Por vezes, não se sabe bem qual dos dois gumes da faca se quer afiar. No entanto, sempre que os pesadelos te baterem à porta do sono, toca
à campainha da realidade. Ela vai-te receber de braços abertos. Aposto =)
Beijinho grande*

Luis Martino disse...

o enjoo de altos voos e passagens em vacuos de sentir...
os cortes sangrarem mel e as lagrimas queimarem a face
o calor da chegada e o frio da partida...
a dualidade do amar, sinto a sua falta...