histórias e estórias contadas, re-contadas e algumas inventadas entre palavras e números, cores e sabores, ao som de melodias...
As palavras pronunciam-se em frases escondidas, silenciosas tal como o corpo, que sem jeito e vontade se deixa assim ficar. As palavras iluminam mais que o sol que brilha. Correm mais que a calçada ja galgada. As palavras ficam assim, quietas e escondidas. Sem pressa, sem sombras. Marcadas a negrito para um hoje, mais colorido que o ontem, com frases ou palavras chave, destacadas a itálico naquele longo texto que se escreve a branco na folha do coração.
As palavras ficam assim! E eu também!
.já escrevi para mim. já escrevi para alguém. já escrevi por necessidade. já escrevi apenas porque me apeteceu. já escrevi por nada. já escrevi por tudo.
.hoje não descobri porque ainda escrevo.
"-Posso pedir algo?
-Sim. o quê?
-Não me faças perguntas hoje.
-Porquê?
-Como te pedi, apenas não faças perguntas..."
As palavras fluem na mente, mas o corpo rende-se ao cansaço, à falta de vontade e acima de tudo à falta de coerência das palavras. O coração palpita num ruído ensurdecedor, mais veloz que o tique-taque do relógio. É o único som que se ouve.
.nem tudo tem de ter lógica.
.apenas sou assim.