As palavras fluem na mente, mas o corpo rende-se ao cansaço, à falta de vontade e acima de tudo à falta de coerência das palavras. O coração palpita num ruído ensurdecedor, mais veloz que o tique-taque do relógio. É o único som que se ouve.
Sento-me com aquele desejo de escrever, e passar para o papel tudo o que sinto, mas cada vez mais torna-se difícil expressar-me por palavras no papel. É bem mais fácil falar, é bem mais fácil expressar-me assim. Mesmo que nem sempre tudo seja entendido da melhor forma, mesmo que por vezes o tempo nos pregue partidas. Sei que não são precisas muitas palavras, mesmo que o desejo seja o contrario. Sei que bastam simples gestos, pequenos momentos, em que o meu passo se coordena com o teu, breves segundos, em que o meu tempo é o teu. Não é preciso escrever para ti, ou sobre ti, para saberes o quanto significas para mim. Não é preciso contar histórias para que saibas o quanto te gosto e o quanto preciso de ti. Momentos, gestos, horas, dias, meses (longos meses) partilhados. Recordações que mais do que memorizadas ficam marcadas no coração. Gestos que te dizem o quanto teu olhar que me intensifica o brilho nos olhos, o teu abraço me acalma, e o teu sorriso me faz sorrir. Gestos onde me deixo levar por ti, pelos teus abraços, pelo entrelaçar das mãos. Gestos que te dizem o quanto me fazes falta sempre que não estou contigo, e que mesmo sendo poucas as palavras escritas, o sentimento é muito. Mais do que tudo, mais do que nunca.
~ Amo-te
~ Eu sei que ainda somos imortais / Se nos olhamos tão fundo de frente / Se o meu caminho for para onde vais / A encher de luz os meus lugares ausentes ~ É que eu quero-te tanto / Não saberia não te ter / É que eu quero-te tanto / É sempre mais do que eu te sei dizer / Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Dizem ser 22, curtos e simultaneamente tão longos, tão vividos e com muito para viver. Apenas mais um dia, mais um ano, como tantos outros. Diferente e tão igual. Como desde que entrei na faculdade, com exame, com noites mal dormidas, cansada e com aquele mal aspecto típico da época de exames, com vontades que se perderam, com desejos que ficaram pelo caminho. Como há muito tempo, sem bolo, sem aquele apagar de velas pois não há desejos a pedir. Tão diferente, distante de quase todos, distante do calor de quem supostamente se chama “família”. Dizem eles que há 22 anos atrás, neste mesmo dia 22 estava um tempo igual, chuva e muita chuva.
.Escolhas.
Diferente e único. Não mudava nem uma vírgula no dia de hoje.
Um obrigado:
~ A Ti, que me aturas há mais de 1 ano, com quem rio, com quem choro, tu com quem tudo partilho aquele obrigado que significa cada letrinha que escrevo, e que mesmo assim não chega para descrever tudo o que há para agradecer. Obrigado pelo dia de hoje, por fazeres valer a pena. Amo-te
~ À Sara, a “criança” que me faz chorar com palavras que não deve, que mesmo longe, estás aqui tão perto <3>
~ A Mafalda, por muito que já foi dito, pelos anos partilhados.
~ A Diana, por aquele pedacinho.
~ Ao Daniel, porque apesar de longe, estás sempre disposto para ouvir.
~ Ao ToZé, pelas conversas e brincadeiras (pelo que não digo que tas a dizer no msn).
~ Ao Xapas, por me tirares muitas vezes do sério, mas acima de tudo pelas brincadeiras.
~ Ao Daniel, pelos cafés, pelas conversas, pelos conselhos.
~ Ao Tiago, ao Pedro e ao Diogo, pelos anos que não se esquecem.
~ Ao Luís, pelas teorias e filosofias, pelo saber.
~ A Erica, por tudo, por me fazer ver que vale sempre a pena.
~ A Sara, a Miriam, a Filipa, pelo mundo aluado.
~ Ao Vasco pelas conversas e sábias palavras.
~ A todos aqueles que hoje se lembraram. O resto é uma questão de relatividade.