segunda-feira, 18 de agosto de 2008

I Don't Want To Miss A Thing




As palavras vão-se perdendo no meio de tanta agitação. O tempo vai passando, e apesar da vontade de escrever as palavras teimam em ficar entaladas na garganta e na mente, e mesmo quando fluem como outrora confesso agora uma certa preguiça em escrever. Os dias vão passando, as semanas tornando-se meses e no meio de tanto rodopio e tanta agitação, encontros e desencontros, risos e sorrisos, gargalhadas e choros, felicidades e tristezas, vontades e dias mais pesados. Já passamos por algumas coisas juntos, sei que pouco ficou registado em palavras numa ou noutra folha, mas para mim ficaram marcados palavra a palavra, momento e momento no local mais importante e mais precioso para mim – marcados no coração, como se a cada dia as palavras fossem lá escritas. A dificuldade de escrever e de expressar-me cada vez mais se acentua, e muito fica por dizer, em palavras eloquentes, segredados em palavras simples e sinceras. Hoje não é muito diferente dos outros dias, por muito que te queira dizer, apenas não consigo expressar-me em palavras. Não sei como te dizer muito. Que me fazes falta a cada dia que passa, que sinto falta daquele abraço, que me descompassaste o passo e desnorteaste. Não te sei explicar o quanto me custa cada despedida, mesmo que no dia seguinte estejamos juntos, como dizer o que sinto a cada momento antes de me reencontrar contigo. Apenas que cada abraço, cada enlaçar de mãos e cada beijo atenua um pouco a falta que me fazes quando não estás comigo e simultaneamente todos estes gestos apertam um pouco mais o coração, como que se de um nó de tratasse quando a noite cai, e tu já não lá estás.


~ amo-te


[Dás-me a vontade, Dás-me o ouvido, De arrancar músicas ao ar/ Na tempestade, Madeira e vidro, Saberão como não quebrar/As chamas trinco, O sexto sentido, Saberá tudo entrelaçar/ É por tudo o que em nós corre, Que se vive e que se morre/ Meu sangue sinto, Que à terra desce, E no teu corpo o sei lugar/ Dentro do instinto, Tudo o que cresce, É forma boa de se amar/ Eu toco, eu fujo, eu volto, eu passo, Giro nos meus seis sentidos, Eu desço à terra e subo ao espaço, Agarrado aos seis sentidos.]

domingo, 29 de junho de 2008

.pedaços.


"Guarda os teus sonhos, tão breves, tristonhos,
Tão iguais aos meus; vence os teus medos,
São leves segredos, diferentes dos meus;
Não ha na terra lugar para a guerra
De dois corações que se adoram e pra sempre choram
As suas paixoes. Mas eu não sei
Porque é que me olhas por entre folhas
De um velho diário? Nem vou saber
Se o que la esta escrito entre nos foi dito,
Ou é ao contrario! Mas no meu peito
Vai ficar sempre, a saudade das coisas que me dizias e sentias, de verdade."


[“roubado” a 16/10/06]

por vezes...




E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos
E por vezes encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá do fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
Num segundo se evolam tantos anos

[David Mourão Ferreira]




~ perdemos noção das coisas

terça-feira, 17 de junho de 2008


Depois de tanta correria, de ver o tempo a passar e eu a perder-me nele, faltam 20 minutos para terminar este dia, e como é lógico não podia deixar de aqui te dar os parabéns [visto que hoje já o fiz não sei quantas vezes].
Antes de tudo peço desculpa pela possível incoerência nas frases, mas já não posso pedir muito a mim mesma.
Começa a sei difícil ter palavras para descrever cada momento que já vivemos e tudo o que hoje és para mim. [vá não chores :p]
Não faz assim tanto tempo que tudo “começou”, mas por tudo já vivido parece-me uma eternidade. Os dias partilhados, as noites num e noutro café, e até sempre no mesmo, aquela mesa que nos espera, para a conversa ou para o estudo. Os sorrisos, os risos e até o choro. Já houve dias bons e outros um pouco piores. Já houve vontade para falar e por vezes, apenas a necessidade daquele silêncio em que o olhar fala mais. Mas mesmo em silêncio há sempre a certeza que hoje e amanha, para falar ou apenas amparar, lá estamos. [até para dar uma chapadas, se for preciso]

Cafés.Festas.Conversas.Dias.Noites.Sorrisos.Lágrimas.Risos.Fotos.Prendas.Olhares.

Tudo isto e muito mais, fazem parte do nosso dia-a-dia e por isso é guardado naquele baú mais precioso que existe. Por isso é que digo que fazes parte do meu coração.


Parabéns menina

<3

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Parabéns!


Queria poder dizer-te tanto, mas não sei que palavras usar. Não sei como conjugá-las nem como estruturar uma única frase coerente.

Hoje, queria dizer-te tanto e as palavras abandonaram-me.

É difícil transpor para palavras tudo o que sinto, é difícil expressar-me. É difícil quando os gestos se sobrepõem e falam bem mais alto, quando os momentos vividos são cada vez mais, mais fortes e únicos. É difícil a cada dia que passa. É difícil quando a saudade aperta e os dias tornam-se mais longos. Os minutos parecem uma eternidade e os segundos são contados um a um.

É difícil escrever-te quando te sei de cor e nenhuma palavra me parece suficientemente “boa” para te dizer.

É difícil quando a noite chega e com ela a saudade do teu abraço e a falta do aconchego dos teus braços.

É difícil escrever-te. Hoje é bem mais fácil dizer-te obrigado por tudo o que és, pelos momentos vividos e por estares sempre do meu lado. Obrigado por me mostrares uma outra parte de ti, e me fazeres feliz.

Amo-te

~ hoje voltamos onde começamos

domingo, 18 de maio de 2008

preciso...

Larga-me e deixa-me apenas fugir. Não sei para onde vou nem quando volto [ou então se volto], quero entrar no primeiro comboio sem destino marcado e fugir para qualquer sitio ou sitio nenhum. Solta-me, liberta-me de tudo o que me prende aqui. Solta-me as amarras e deixa-me apenas fugir. É isto que eu quero, é isto que eu preciso. Já não sou mais eu, e não me encontro aqui. Já não sei quem sou e em nada me revejo. Preciso de tempo sozinha, do meu momento e de espaço para mim. Preciso de entrar naquela gare por uma última vez e apanhar aquele comboio sem destino. Sentar-me num dos bancos e olhando cá para fora, sentir as lágrimas a escorrerem-me pela face. Sentir aquele adeus, que dá vontade de arrancar o coração do peito.

O coração amarrotado, desfeito, despedaçado, cosido e [re]cosido milhares de vezes. Olhando para ele, dá vontade de tirar e deitar fora.

Deixa-me apenas fugir.

Não tenho destino, nem sei se algum dia volto.


preciso...

preciso de ti

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

.divagações.

Há uns dias perguntaram-me se estava feliz. Creio que a minha imediata resposta foi mais que convincente. Mas num ar desafiador, perguntou-me se não tinha duvidas. Sorri, e respondi-lhe que as dúvidas tornavam-se no mesmo instante certezas.

Creio que o confundi ainda mais. Não deveria estar a espera daquela resposta. Se calhar, se tivesse parado para pensar teria sido mais cautelosa com as palavras. Talvez para depois não pensar nisso. Nunca gostei do meu jeito de ser emocional, sempre preferi ser racional, parar para pensar no que digo. Tenho a noção que é apenas uma defesa. [Contra quem não sei, talvez contra mim própria]. Se não sou racional, acabo por deixar que as palavras se soltem sem noção das consequências [o que nem sempre é mau].

Há muito que o desejo de escrever se demonstra, mas as palavras não se produzem nem fluem direitas. Por vezes é mais fácil dizer quando somos só nós, naqueles momentos em que sei que nada me pode entristecer, aí as palavras multiplicam-se aos sorrisos. É difícil. Sei que nem sempre sou boa com as palavras e nem sempre as sei transmitir. É difícil traduzir para palavras os momentos que partilho contigo, os sentimentos que daí advêm…é difícil até dizer o quanto gosto de ti.

Podia construir frases elegantes com palavras eloquentes, mas como digo, as palavras nem sempre fluem direitas.

Hoje, é um dos dias em que as palavras não me fazem companhia. Hoje, é decididamente daqueles dias em que deveria estar calada. As palavras não são correctamente ditas, outras são mal interpretadas. Hoje, era um bom dia para pedir “desculpas”, pelas palavras erradas e pelos gestos menos correctos, pelas interpretações que causam mau estar e pelo meu modo de ser. Decididamente nem sempre tenho jeito com as palavras e quando devia dizê-las deixo que o silêncio fale mais alto.

A ti, hoje digo-te que o coração aperta um pouco mais, segredo-te o que há uns dias não soube dizer, quando naquele abraço senti a necessidade de conter as lágrimas. Posso não ter palavras para passar para o papel cada momento e tudo o que me fazes sentir. Prefiro guardar esses momentos na minha memória e acima de tudo no meu coração.


[cada abraço, cada entrelaçar de mãos, cada beijo, cada gesto, cada palavra, cada olhar].